quinta-feira, 28 de outubro de 2010

Cabecinha pensante


Sábado passado, onze e tanto da noite, Dadá liga pra Vovó só pra contar mais uma pro blog:
Bombom estava na cozinha, brincando com massinha de modelar. Fez uma estrutura e juntou um plástico preto, explicando: Aqui é o meu cinema! Vem, Dadá, vem ver um filme no meu cinema!

Dadá pergunta: Ah, e qual é o filme que tá passando no teu cinema, Bom?

Resposta: É: “Me ensine a ser negro” !

Ante a surpresa geral, Mamãe se interessa em assistir. Ele recomenda: E tem cuidado, porque é um filme de terror!


Nota da editora: Conrado está estudando, no colégio, as questões da vinda dos negros para o Brasil, e os horrores do processo da escravidão. Bombom escuta, quando o mano fala a respeito. Seria essa a origem da preocupação em tentar vivenciar o “ser negro”????

Esperteza


Quando chega na escola, Bombom faz de tudo para prorrogar o momento da separação: inventa, pede beijo, dá um monte de beijos, leva a mamãe ou a vovó até o portão da saída.

Outro dia, parecia especialmente dedicado a encontrar maneiras de fazer a vovó permanecer o máximo de tempo com ele: pediu para contar uma história. Vovó capitulou (é fácil...) e sentou-se com ele num banco, já prevenindo: “Tá certo, mas vamos combinar: eu conto uma história, só uma, e depois tu vais pra aula.” Ele concorda: “Tá bem!” Mas, em seguida, lembra que, embora tenha concordado com a exigência, ainda dispõe de um artifício para alongar um pouco mais o precioso tempo: “Ah, mas tem que ser longa!...”

Cuidado com a palavra


Vovó foi buscar Bombom na escola. Normalmente, quem acompanha nesse trajeto, no carro, é o mano Conrado, mas nesse dia quem estava junto era o primo Cristian (9 anos).

Os dois sentados atrás, Cristian, sempre bem-humorado, contando histórias divertidas do colégio. Bombom, volta e meia, comentando: “Esta foi mesmo muito engraçada!”

Depois de um silêncio, Bombom refletiu e confessou: “Tetê, é muito bom vir com o Cristian!” O primo logo retruca: “Ah, então com o Conrado não é tão bom? Ele é muito chato?”

E Bombom, sentindo que o terreno era delicado e não desejando desprestigiar o irmão amado, improvisa: “Hhmm, ele é quase chato...”

Pequeno cidadão


No dia do primeiro turno das eleições, ao ver Mamãe saindo de casa para votar, Bombom recomenda: “Não vai desperdiçar o teu voto, hein? Não vota em branco!”

sexta-feira, 17 de setembro de 2010

De pesadelo...

Na terça-feira, depois da Ginástica Olímpica, foram almoçar no União, Bombom, Conrado, Mamãe e Luigi.
Luigi é colega do Conrado e os dois, quando se juntam, é bagunça na certa. Mês passado, quando foi pernoitar na casa do Conrado, a baderna foi grande, e Bombom se lembra bem.
Assim, no almoço, lá pelas tantas da conversa, Conrado, resolvendo imitar o irmão e homenagear o amigo, sai-se com esta: “Luigi, tu é o amigo dos meus sonhos!”
Bombom, tendo na cabecinha a recordação da visita tumultuada, ri muito e sentencia: “Sonho, não! É o pesadelo!...”

De sonho...

Segunda-feira, Conrado estava especialmente gentil com o irmão. Entrando no carro, abriu a porta para Bom entrar.
Ao chegar na casa da Bisa, repetiu o gesto, com direito a salamaleque. Bombom se emocionou: “Conrado, tu é o irmão dos meus sonhos!...”

segunda-feira, 6 de setembro de 2010

Cabecinha a mil...


Bombom para mamãe:

- Mãe! Minha cabeça tá explodindo!

Mamãe, preocupada:

- Tá com dor de cabeça, Bom?

Ele:

- Não! São muitos pensamentos! Eu não consigo controlar!

(E baixinho:) Carros... titãs... mutações...